DA SÉRIE: CHUUUTA Q É MACUMBA!

>> terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Essa conversa é típica de mesa de bar, quando nós mulheres estamos ficando altinhas e começamos a nos empolgar e a falar altinho na mesa.

Por que que somos tão exigentes e sempre enfeitamos um pavão estereotipado antes de chamar de nosso?

Por que q a gente inventa q isso pode num homem e isso não pode, pra servir de processo seletivo antes de assumir o bofe?

A resposta é simples! Instinto.
Eu não sei responder a essa pergunta, mas sei dizer por instinto, que quando se cruza isso com aquilo e se ignora seu instinto, contrariando suas próprias regras, pode estar certa que o resultado final tende a ser desastroso.

Tenho exemplo.

Uma amiga de tronco, daquelas confidentes que já nem trabalha mais aqui, estava em fase de baixa auto-estima (creiam, é assim que se escreve!) e apesar de estar mergulhada há anos no mesmo  relacionamento, começou a flertar com um tipão que andava lhe tecendo inúmeros elogios na cozinha.

Ela costumava andar de cabeça baixa, não flertava, não prestava atenção no que estava ao lado e na roda de amigas na hora do choppinho, a gente sentia que faltava alguma coisa, que ela não estava lá muito feliz no relacionamento q tinha. Tudo bem, ela não era de reclamar e eu também não ficava entrando no assunto.

O carinha, era coroão mesmo, já tinha seus fios brancos, tinha uma sorrisão lindo, mas a gente sentia q ele era meio caipirão. Nada contra caipirões. Afinal, o sotaque não representa índole.
O problema é que ele usava mocassin.

Aí vcs vêm me condenar e perguntar qual é o problema do mocassin? E eu volto ao quarto parágrafo respondendo que não sei, q é instinto.
O figurino diz muito da pessoa e até q ele não se vestia tão mal não, mas aquele mocassin ficou entalado na minha garganta.
Ele até era sutil na hora da cantada, a gente nem tava acreditando que aquele bando de elogios era mole q ele estava dando, tínhamos q investigar, tamanha sutileza. Ponto pra ele.

A Ângela ansiosa pra saber o que eu achava. E eu travada no mocassin:

- Não sei Ângela. Ele é um tipão, sacudível, mas aquele mocassin... sei não... espera mais um pouco, vai ter certeza de q é contigo mesmo pra depois decidir se vale a pena mesmo...

Aí se encontravam na cozinha, na xerox, pegavam elevador juntos, se esbarravam no hall de entrada.

Ângela me veio contar uma manhã toda esbaforida q ele iria pra terra dela, lá do outro lado da poça e que oferecia carona. Pediu minha opinião de novo. Putz! Logo eu q sou chata pra caralho em termos de homem e detalhista.

Fui analisar o bofe dos pés a cabeça e lá estava o mocassin sorrindo pra mim! Calei.

Fomos almoçar juntas àquele dia e ela toda animada, escolhe justo o restaurante em q o dito cujo estava. Juro, foi coincidência. Mas serviu de alerta! Na hora de pagar a conta, estava ele a três cabeças na nossa frente com um amigo e juro, uma pochete atada à cintura.

Bicho... quando eu vi aquilo meu cu trancou!

- Ângela, sério... algo me diz q esse cara tem algo errado. Se eu fosse vc caía fora! O cara além de mocassin, está de pochete. Isso não pode ser boa coisa.
- Deixa de ser boba Engraçadinha! E aonde q uma vestimenta vai dizer do caráter da pessoa?
- Ah é? Então ta... deixa quieto. EU NÃO VOU. Aliás, eu diria: Chuuuta q é macumba, mas a xereca é sua...

Sei q ela pegou carona naquele dia, deram uns amassos no carro, beija daqui, pega dali, no dia seguinte ela se sentiu linda, viva, zóinhos brilhando e tals.
Reclamou um pouco da pegada, q ele era um pouco afoito, mas pô, o cara tinha uns 47 anos já naquela época, vamos dar um desconto. Mesmo assim ela disse q o beijo era bom, tinha o perigo de serem pegos e q ela ia evoluir.

Pra encurtar a história, um belo dia, rolou outra carona e ele forçou a barra pra irem pro 5 letras. Ângela é das minhas. Não dá sem camisinha. Pode estar bêbada, drogada, mas se não tem, ela pede, cobra, leva...
Foram pro 5 letras contra a vontade dela, q já estava atrasada pra outra coisa, não teriam tempo de se curtirem, mas ele insistiu e disse q não agüentava mais esperar...
Naturalmente ela não tinha camisinha nesse dia. Perguntou a ele se ele tinha na entrada da situação. Ele disse aquele sonoro Teeeeenho! Seguiram caminho.

Ao chegar no quarto, pega daqui, beija de lá, mão nisso, mão naquilo, ela gemendo quase gritando, tanto frisson, daí ela lembrou de não tê-lo visto pegar o preservativo.

- Fulano, cadê a camisinha?
- Caaalma gata! Vou pegar.

Futuca na porra da pochete e nada.

- Ishi! Num é q eu não tenho?

E ela:

- Então pede na recepção, te vira, porque sem camisinha eu não dou!
- Fica tranqüila minha gata. Eu peço.

Mas não pediu. Pulou em cima dela, beijando seu corpo, descendo, escorregando a boca entre seu peito, sua barriga, suas coxas. A Ângela tava doida pra morrer naquela boca e ele abocanhou a xana.

Ela só pensava na camisinha. Mas de olhos fechados ansiava pelo bruto.

Daí q ele meteu um dedo nela e ela quase gozando. Daí q ele meteu dois dedos nela, de saia levantada, deitada na cama, ainda de blusa, soutien com meio peito de fora, gemendo quase gritando... quando ela sentiu q não eram mais dedos.

- Filho da puuuta! – Ângela gritando e dando um pulo ninja! - Vamos embora AGORA! Sem camisinha eu não trepo!
- Quê isso minha gata linda. Eu botei só o dedinho.
- Dedinho? Vc acha q eu não sei a diferença entre um dedo e um pau? Vambora!
- Ce ta falando sério?
- Seriíssimo! Vambora. Eu já nem queria vir...

No final das contas, a Ângela fez o bofe dar carona reclamando entre os dentes, e na viagem de volta não lembrava mais na camisinha.
Só lembrava de mim, falando do mocassin e da pochete, morrendo de vergonha de ter de admitir que meu instinto não falha.



Mocassin & Pochete? CHUUUUTA Q É MACUMBA!

Por Engraçadinha
http://confissoesdoexilio.blogspot.com

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Homens que só pensam na...Vida

>> segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Não, senhoras. O que vocês lerão agora não é obra de ficção. Tampouco se trata de um sujeito caído de Cripton... Mas da varanda do sexto andar de um edifício, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.


É isso mesmo. Um belo dia, o jovem amigo estava medindo a varanda, para ajudar sua mãe na compra de grades de proteção, se desequilibrou e ao invés de cair dentro da sua sala, alçou um vôo, que terminou no canteiro do prédio. Uma de suas pernas ficou presa entre os ferros do portão de grade, muitos ossos quebrados, lesões diversas... O diagnóstico médico de que talvez, não pudesse mais andar.

Muitos meses no leito de um renomado hospital da cidade. Dopado de medicamentos... Porém, quando abria os olhos, só pensava em sentir um único membro do seu corpo. Preciso dizer qual? Se ele não ia andar mais, provavelmente, não teria mais sensibilidade da cintura pra baixo e isso, sim, era um pesadelo!

Até que entra pela porta do quarto, uma ex-namorada. O encontrou sozinho. Como sempre desde o acidente, um pouco dentro, um pouco fora da realidade. Ela chegou perto. Ele pediu que o tocasse pelos pés e fosse subindo... Não queria muito acreditar que aquela situação fosse mesmo definitiva.

Pés, joelhos, coxa... Nenhuma sensação. Na parte mais alta, perto da virilha e por dentro das pernas, sim. Ele sentia. Conseguiu uma primeira ereção.

- Não, pára, ele pediu empolgadão.

O médico já havia lhe advertido de que poderia ter uma ereção como reflexo, mas que não sustentaria no ato. Não tão já. Mas ele conseguiu. Conseguiu, sim. E seus olhos brilham só de lembrar do caso.

Ela continuou. Ele pediu pra que levantasse o lençol e o encontrasse com a boca.

- Mas, e se chega alguém?
- Se chega alguém eu digo que é terapia... Não pára que eu preciso sentir.

E sentiu mesmo. Sentiu o prazer, o orgasmo, mas além disso, sentiu que a vida havia lhe retornado, mesmo com toda medicação, com toda a dor.

Isso que eu chamo de uma visita terapêutica!!!

Moral da história? Em janeiro fez um ano que o meu amigo, saiu do hospital e hoje, não só anda, como dança Salsa lindamente, em um monte de reduto latino desta cidade.

“Eu não podia morrer ali, naquela hora, cheio de pensamentos impuros, porque meu desejo é ver o céu se abrindo e eu sendo arrebatado desta vida de desejos mundanos”, ele me disse enquanto contava o causo.

E se Deus esteve com a mão lá o protegendo, quem sou eu pra dizer, que não será possível mais este feito?! O cara é abençoado. Exemplo de determinação e coragem. E eu tenho muito orgulho de ser tua amiga, viu?!


OBS.: A "Mulher Maravilha", depois do "favor" de salvar seu companheiro da Liga, foi se aventurar pela Europa. O rapaz anda só... Quem quiser o endereço escreva para... HAHAHAHAHA
Brincadeirinha!!!

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Tapando o POST com a peneira

>> quinta-feira, 3 de dezembro de 2009



Engraçado, os médicos hoje em dia não nos tratam como gente, são meros vendedores de receitas e isso, não é crime. Já divulgar que ter um CRM não faz do sujeito mais que um pilantra com bacharelado... Isso não pode!

Em 2007, Cláudia Mello, procurou um otorrino sentindo dores no corpo, febre e histórico de sinusite. No entanto, não recebeu mais que cinco minutos de atenção do tal doutor. Como, felizmente, vivemos na era da informação, Cláudia publicou em seu blog a insatisfação com o tratamento recebido em um CONSULTÓRIO PARTICULAR. Resultado? Foi condenada a pagar R$2.940,00 de indenização ao tal doutor.

Porque ela paga plano de saúde, é mal atendida e tem que ficar calada, segundo algum juiz de mente quadrada. Afinal, ela só relatou o fato, em nenhum momento foi grosseira em seu relato (como nem é do feitio da blogueira, que temos a felicidade de chamar de amiga).

Detalhe: Hoje o governo lançou a lista do cadastro nacional de reclamações, divulgando as piores empresas na opinião do consumidor (A Oi/Brasil Telecom liderou o cadastro das 30 empresas mais reclamadas no ano de 2009). Por que nós, blogueiros, não podemos alertar também os outros: “Olha, essa canoa é furada, não entra!”? Nos deram ferramentas pra isso. Ou alguém aqui escreveu cartinha ao papai Noel, pedindo o invento da internet e a evolução pra web 2.0?

Acho que não, né.

É... Talvez os anos de chumbo, não tenham ficado para trás. O Governo faz o que quer, os aliados de colarinhos brancos fazem o que querem... Nós, não. Achamos que em 1979 reconheceram nossos direitos, a abertura. Era utopia? A gente não tem voz? Ou ainda é aquela coisa tímida e precisamos ainda gritar pela emenda Dante de Oliveira? Por gritarmos nas Diretas Já? Isso não chega a ser retrocesso, só mostra a democracia velada que temos até hoje. Teremos que ser eternamente qual vaquinhas alienadas de presépio? Mordaças sempre? Daqui a pouco a gente não vai poder dizer nem, que o outro é bonito...

E o pior de tudo é que não é a primeira vez que isso acontece! A nossa Fê Freitas passou por situação parecida ao divulgar na Internet a sacanagem falta de profissionalismo de uma empresa que organiza formaturas. Ela escreveu no blog pessoal dela, criou comunidade no Orkut e desabafou no Twitter. Resultado? Um quase processo. Falaram, falaram, falaram e calaram. Mas, isso são águas passadas.

Agora, meses depois, nós temos uma amiga blogueira passando por coisa parecida. E nós, como blogueiras que somos há tantos anos [e formadoras de opinião SIM!] nos solidarizamos. E nos indignamos, também.

Será que não se pode mais escrever o que se quer em um blog – lê-se veículo de comunicação – que é SEU?

Será que hoje em dia as pessoas só consideram formadoras de opinião aquelas pessoas que têm as ‘fuças’ aparecendo na telinha da televisão?

Quando será que vamos deixar de escutar “Mas a liberdade de expressão não existe mais há muito tempo!” da boca de um jovem – leigo, claro. Perdoem-no. – de 20 e poucos anos?

Será que só quem está na TV tem razão?!

Falando nisso, cadê os cara pintadas de 92? Dona Má estava lá com um baita barrigão de 6 meses de gravidez, ainda que por míseros 10 minutos, e gritou... esperneou... E terminou como todo mundo sabe.

Hoje, aqueles teens são adultos confortavelmente sentados em sua mesmice, acomodados em seus mundos pequenos, olhando para os... pés?
Esqueceram como foi bom exercer seu direito ao... grito? O grito calou na garganta!
E aí, quando alguém tem coragem é cerceado desta forma...?

Pois se a mídia tem mais direitos, então saiu até na O Globo digital...

Queremos de novo olhar para o céu, não podemos continuar abaixados, com os mesmos de sempre, com os pés sobre nossas cabeças.

Engraçadinha lembra de ter ido indignada para casa ontem, debaixo de engarrafamento, com seu digníssimo cônjuge ao lado, sendo alugado e bombardeado por sua reclamação.

A dúvida que nos rodeia é a seguinte: Nós vivemos mesmo numa democracia? E esse juiz que deu ganho de causa ao médico, ele é tão auto-suficiente assim para viver e se virar sozinho em caso de descaso ou mau-atendimento, etc? Ou será que pelo fato de ser juiz ele não consome-utiliza serviços que podem deixá-lo insatisfeito? Ou será ainda que ele dá “carteirada” como muitos que conhecemos por aí?

Democracia nada! Liberdade de expressão é o caráleo! A gente vive numa matrix!
Cada um no seu mundo, sonhando que podemos ser, que podemos participar e nos expressarmos, mas não é verdade.

A lei que nos rege, é cheia de buracos e própria para advogados da impunidade que visam o dinheiro acima da ética, encontrarem meios para fazer uns e outros que têm poder aquisitivo se safar!

O pobre, o trabalhador, o cumpridor dessas mesmas leis, se não tiver dinheiro no bolso, vai pagar caro pela verdade.

A Claudia é vítima; não algoz.

Tanto que os meios de comunicação estão dando ampla divulgação ao caso que chamamos de absurdo; na castração do direito de dizer a verdade e alertar seus iguais, quando algo pode inclusive pôr sua saúde em risco. Tomara mesmo que o que aconteceu com a Claudia sirva de exemplo para que nós, os verdadeiros formadores de opinião, possamos nos mobilizar e mudar efetivamente esse lodaçal que aí vigora e que muitos destituídos de ética costumam se refestelar.

Felizmente, enquanto escrevíamos este post uma legião de blogueiros e “twitteiros” se mobilizou para ajudar a Vakinha em prol da causa da Claudia e antes que ela pudesse pensar em se desesperar para conseguir a grana, levantaram todo o valor.
O nome disso? Solidariedade, inconformidade, apoio ao próximo e, o principal: Um monte de blogueiros formadores de opinião se unindo em prol da liberdade de expressão da classe.

Sim, nós temos classe. E quem achar que não, “YES, WE CRÉU”.

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